Confissões de uma Alma


30/01/2009


Sem esperança

Não tenho a pretensão de que me entendam.
Não tenho sequer a vã ilusão,
de que um dia isso aconteça.
Sou um ser estranho nesse mundo.
Passo entre as pessoas,
vivo nos lugares,
mas não me encaixo,
não acho sentido algum,
em ficar parada,
em estar presente.
Tudo ao redor gira,
e eu imagino porque só eu
vejo a rotação
Seres como eu deviam nascer mortos.
Porque pior do que morrer,
é se sentir morto todos os dias.
Não encontrar um rosto conhecido,
enxergar em tudo um abismo.
Não posso pensar que há em um canto
alguém que entenda o que é se sentir tão diferente,
como se tudo mudasse de lugar do meu lado,
como se tudo virasse o oposto,
e perdesse o sal,
perdesse o rosto.
Se sobrevivo,
é porque minha penitência é grande.
E sigo só.Ainda que acompanhada.
E por vezes me escondo de mim,
me fecho em mim mesma,
e ainda assim me vejo,
me acho,
me encontro quando queria
não mais me ver.
Não tenhoa pretensão de que me entendam.
Porque não posso querer que outra alma,
seja tão perdida quanto eu.
Fabricia Rodrigues

Escrito por Fabricia Rodrgues às 23h49
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20/07/2008


Dois tipos como eu.

Existem no mundo dois tipos como eu.

Dois seres que seguem solitários,

se procurando em vão.

Porque seres assim,

nasceram para ser sozinhos.

Nasceram para correr atrás,um do outro,

sem nunca se encontrar.

E,no meio dessa corrida,

seguem se machucando,

seguem errando quanto às pessoas,

seguem se iludindo,

pensando ter enfim,encontrado,

aquele que irá lhes entender.

Vivem de sonhos,de pequenas felicidades,

mas nunca foram amados,

nem serão.

Porque ser feliz ,não é coisa desse mundo.

É um luxo ,que estes dois,

não podem ter.

Porque na sua busca incessante,

elas magoaram muita gente,

e só se paga um preço como esses,

se for na mesma intensidade,

sentindo a mesma dor.

Fabricia Rodrigues.

 

Escrito por Fabricia Rodrgues às 22h26
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02/05/2008


Se pensar desgastasse tanto o meu corpo físico quanto mil horas de corrida,eu estaria neste momento definitivamente exausta.Embora fisicamente eu esteja bem,eu sinto minha alma cada vez mais triste.Triste por motivos que não são os mais comuns.

Triste porque não consigo tomar uma decisão e me afastar do que me faz mal.É como se eu tivesse deixado outras pessoas tomarem conta da minha vida e não tivesse expurgado de vez tudo o que me fez mal.Até hoje só uma pessoa eu quis que permanecesse na minha vida,e ele se foi da forma mais dilacerante possível.Foi embora sem sequer um tchau,apenas foi e me deixou acabada,juntando os cacos até hoje.E depois isso o que hpuve foi uma sucessão de enganos,esperanças sem sentido de finalmente esquecer este alguém e seguir em frente.

Porém,todos os que vieram depois me deram a certeza de que nunca deixei de gostar de ti por um minuto sequer,que tudo o que senti foi construído com base em um desejo desesperado de esquecer,só isso.E também não encontrei amor,encontrei gente querendo um desafio ao passo que eu desejei sempre um amor,alguém que pudesse enfim se colocar neste lugar que permanece ocupado.

Dados os últimos acontecimentos,eu desisti de lutar.Decidi fazer igual aquela música dos titãs que diz : não vou lutar contra o que eu sinto,vou me entregar como um soldado,cansado e faminto.

Cansada de lutar contra mim e mesma e de me contar a mesma história mil vezes e faminta por este amor (ou obssessão,nem sei) que me eprsegue,me vigia,insiste em me atormentar.

Nunca quis de verdade outra pessoa.Minha mãe tinha razão quando dizia que eu só queria alguém pra colocar no lugar,não importava quem fosse.Hoje sei disso mais do que nunca.Assim como tenho a plena certeza de que somente serei feliz com alguém que eu admire muito,uma pessoa que eu já até encontrei,mas que mais uma vez está em uma situação em que não pode ser meu.Em virtude disso,preferi ficar mesmo sozinha,pensando nesse amor bandido que só me traz dor e sonhos de como poderia ter sido,evitando assim encontrar mais gente que não possui os mesmos objetivos que eu e só me faz perder meu tempo.

Preferi perder meu tempo com a ilusão de quem eu realmente gosto,do que continuar chorando pelo que nem me importa de fato.

Orgulho ferido se cura.

Amor esquecido é um pouco mais complicado.

Escrito por Fabricia Rodrgues às 22h25
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20/03/2008


eu respiro e não encontro uma solução.no fundo eu sei que isso está longe de ser uma paixão...mas mesmo assim eu insisto no que não vai dar certo,em algo que até hoje só me magoou e não trouxe grandes alegrias ,muito pelo contrário.

aquela pessoa inteligente,gentil e divertida está em algum lugar que eu não consigo achar...

enquanto isso eu insisto em paixões desnecessárias que só me fazem chorar...

até quando?

Escrito por Fabricia Rodrgues às 00h39
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16/03/2008


moça bonita

moça bonita,que tanto chora...
sente saudades do que não viu,
dos que se foram,
do que não morreu.
e se sente vazia,sem previsão.
mas continua moça,com tanto a viver...
continua bonita,chamando a atenção.
por que se prende no passado?
por que não decide viver?
moça bonita,cadê esse sorriso
que você insiste em esconder?
porque se esconde do mundo
e de quem quer te conhecer?
moça bonita às vezes já é tarde
contudo nunca será cedo demais
para você caminhar,para recomeçar.
moça bonita,aproveita o seu tempo,
decide viver,decide acordar.

Fabricia Rodrigues 

Escrito por Fabricia Rodrgues às 23h21
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14/03/2008


passada a minha fase "conto de fadas",eis que mais uma vez estou sozinha.

não tenho a quem ligar ou quem ache que eu sou o seu mundo.eu cai na real,como dizem por aí.na minha realidade de sempre,de estar sozinha,de chorar sozinha.e a cada dia que passa,eu percebo a importância que eu não tenho,simplesmente porque as pessoas tem suas vidas e eu só faço parte de uma pequena parcela delas,em especial da parte em que precisam de mim.

é muito chato para mim escrever que não tenho importância,que não sou especial.mas ,por mais que tentem me dizer o contrário,é justamente isso que acontece.e no final das contas,nem sei bem o que eu sinto.tento estar bem,sorrir...mas por vezes tudo soa falso,forçado...e é.

estou cansada de um quadro que eu não consigo modificar,simplesmente porque não posso pedir a ninguém que eu seja mais importante.assim como eu só posso pedir que um dia,por favor,alguém me ache especial.

Escrito por Fabricia Rodrgues às 21h27
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19/02/2008


Deixarei enfim, que as suas lembranças se apaguem,

Deixarei de guardar com tanto esmero

Todas as promessas que eu mesma me fiz.

Deixarei que sua imagem  seja só uma lembrança,

E no lugar das fotos, colocarei algumas paisagens.

Deixarei que você siga o seu caminho,

Como quem deixa um filho partir pra guerra,

Apenas abençoando-o,

Com a incerteza da volta.

Deixarei que alguém ocupe o lugar que nunca foi meu,

E não tentarei de forma alguma,

Mais uma vez me fazer dona dele.

Deixarei todas as lágrimas tristes,

E as transformarei no mais belo sorriso,

Que um dia, quem sabe, você volte a ver.

Deixarei de lado os desejos, anseios.

E no lugar de tudo,

Deixarei somente os meus sonhos,

E tudo aquilo que realmente for meu.

Deixarei de lado a minha vontade, e farei a sua.

Deixarei de lado a má vontade,

E me colocarei a seu dispor,

Para ajudar a sorrir, ajudar a caminhar.

Deixarei que você siga o seu destino,

Sem chamar, sem gritar ou exigir o seu retorno.

Deixarei que você se vá,

Sem qualquer passagem de volta.

Deixarei que as memórias sejam apenas boas,

E os meus sentimentos também.

Deixarei que sejamos eternamente ligados,

Embora estejamos para sempre separados.

Deixarei apenas que sigas a sua vida,

Paralela a minha, como sempre foi.

 

Fabricia Rodrigues-16/02/2008

Escrito por Fabricia Rodrgues às 21h34
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25/01/2008


"Às vezes ganhar implica em perder"

é estranho como eu vivo repetindo esta frase,e nos momentos que eu mais preicos dela,eu a deixo de lado.

é triste como eu mesma não identifico os sinais que eu peço.

ainda dói né,fazer o que...mas isso é pra eu aprender um monte de coisas,que agora eu realmente não enxergo.

porém,eu deveria estar pensando em esquecer,seguir em frente e não perseguindo,observando.de que tudo isso me adianta?

aliás,o que eu mais ouvi foi que isso não era o fim.no entanto,me pergunto se não seria melhor mesmo que este fosse o final,e pronto.

começo até a pensar que seria muito bom que este fosse o final,e assim eu pudesse caminhar mais livre....

por que continuar presa a um coração que já não pensa em mim?

tentando não esquecer de que "Às vezes ganhar,implica em perder"

Escrito por Fabricia Rodrgues às 21h52
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23/01/2008


“...vou sentir muitas saudades.Existem pessoas que passam por nossas vidas de um jeito tão intenso que simplesmente nos deixam marcas eternas.E ,acredite,esta marca será uma das ótimas lembranças de minha vida.

Quando te disse tchau,quis dizer também: até logo,não suma,pois eu gostei muito de te conhecer e queria ser eternamente sua amiga.Porém,fiquei com medo de que fosse mal interpretada,e por isso só disse: tchau,quando na verdade queria ter te dado um abraço,desejado boa sorte,muita paz e harmonia.Talvez um dia eu consiga fazer isso.

Talvez um dia eu consiga de fato ser sua amiga,te ajudar em alguma coisa,te escutar quando precisa de um amigo de verdade,porque amiga eu sei ser,isso não se pode falar mal de mim.

Vou sentir falta das histórias,das lições,das piadas sem graça (mas que até tinham graça) e até da encarnação.Vou sentir falta dessa simplicidade e cumplicidade que tivestes,do imenso favor que me fez,sem saber do tamanho.Vou sentir falta de você,de ter a chance de ser sua amiga,uma colega ,sei lá.Mas vou agradecer a chance de ter conhecido uma pessoa tão legal.

Quanto as saudades,vou sentir muita saudades,contudo  penso que se o encontrei,é porque Deus vai me dar a chance de ser verdadeiramente sua amiga,num dia desses aí por essa estrada que a gente chama de vida.”

Escrito por Fabricia Rodrgues às 23h47
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22/01/2008


é ferida...

eu queria não sentir essa dor aqui dentro,por mais uma vez.não me achar uma incompetente,não ter esta sensação de que eu sou menos mulher do que as outras.não me sentir acabada por isso.

nervosa,sem concentração,sem vontade pra nada.que inferno passar sempre por isso.

nem sei bem porque eu não me acostumei ainda,porque na verdade é sempre assim mesmo.

e todo mundo termina feliz...

é castigo. porque eu não sei dar valor a quem me dá valor.é castigo por eu ser eu.

mas até os castigos tem fim,não é mesmo?

quando será o fim do meu?

Escrito por Fabricia Rodrgues às 22h53
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18/01/2008


Escrito por Fabricia Rodrgues às 23h24
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16/01/2008


espero que volte enquanto ainda existe aqui saudades de quem eu nem bem conheço,mas aceito e protejo como meu.espero que volte e seja mais forte o que um dia nos juntou.espero que volte e traga junto a felicidade que ele levou.espero que volte e me diga a verdade,e talvez eu esqueça as mentiras que me contou.espero que volte enqaunto existir algo em mim que ainda sente alguma coisa por ele,pelo que foi,pelo que representou.um algo meio estranho,que nem sei explicar,mas que ainda existe,persiste,insiste em me chamar.

Escrito por Fabricia Rodrgues às 23h43
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13/01/2008


Cansei

Cansei,de revirar tua vida do avesso,pra ver se me acho nela.
Parei de olhar teus recados,pra ver se eu encontro neles algo que seja para mim.
Já não espero mais ,que de repente,assim,do nada,venhas a dizer que me adoras.
Já não penso mais em nós,só vejo a mim e a minha dor.E também já não sei se é dor de coração partido,ou de um orgulho ferido,que eu sei,existe em mim.
Cansei de procurar um motivo para sua desatenção.
Cansei de te esperar reclusa,como se fosse esta a minha sina.
Parei de prestar atenção nos seus detalhes.
Já não espero mais que sejas tu o meu salvador desta prisão.
Aí um dia verás que quem te adorava era eu,sem qualquer restrição.
E vais perceber que me tinhas na palma da mão...

Escrito por Fabricia Rodrgues às 23h53
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02/01/2008


2008...um novo ano,mas não sei,se será um ano novo...ou seria o contrário? já nem sei mais o que eu sei nessa vida.se é que um dia eu soube alguma coisa.

no final do ano passado eu ia escrever uma carta a Deus...porém,quando minha mãe me perguntou se eu acreditava nele,eu disse que não sabia.e é óbvio que o velho discurso sobre o quanto eu tenho a mais do que as pessoas e ainda assim sou infeliz veio a tona,sempre vem,sempre aparece.

eu até entendo seus motivos,mas eis que não sei responder o porquê desta tristeza,assim como não sei responder como pessoas falsas e mentirosas se dão tão bem.será tudo isso obra divina também?

talvez...

ouvi uma música,e uma de suas frases me persegue,como tantas coisas em minha vida: "acabou,boa sorte".percebo que em verdade nada teve fim em minha vida,especialmente o que começou em 2006 e se estendeu ao longo de todo 2007 e espero ter fim agora.coisa,que eu não acredito.porque nada tem muito fim,nada parece acabar,sou eu sempre a entender que acabou e seguir em frente com mais uma cicatriz,entre tantas.

por que né? eu me pergunto por que ao invez de aparecer tanta gente sem sentido,porque enfim não aparece uma pessoa que faça algum sentido,que me ajude a caminhar por um lado mais ameno da vida.no entanto,eu encontro pessoas que me testam,provocam...se isso é gostar,é um jeito meio torto de demonstrar isso.

aliás,tudo é meio torto por aqui,a minha volta.amigos meio amigos,pessoas meio pessoas e a vida vai seguindo...

gostaria e até tento acreditar que será tudo modificado,mas caminha sempre igual,como poderia mudar?

2008...e daí?

talvez ela tenha razão,é impossível alguém gostar de uma pessoa tão magoada com tudo.ela só não sabe que muita gente me magoou ao longo do caminho,ela apenas não sabe...

Escrito por Fabricia Rodrgues às 22h49
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08/12/2007


eu acreditava fielmente que a "abstinência uma hora vai passar" como diria a pitty,em uma simpática música chamada "na sua estante",a qual tinha virado um hino desta minha tristeza inconsolável...mas,esta foto,nesta data,me levou de volta a tudo,a um sentimento que eu jurava ter esquecido,mas que está só adormecido,e é insistente,persistente em viver dentro de mim como um parasita...

reticências  são o que melhor expressa esta minha história,este meu relato unilateral de tudo o que ainda sofro por ti.porque tudo ficou no ar,eu tive que tirar conclusões próprias,pensar por mim mesma e descobrir que era sozinho o meu sentimento,que não éramos dois,mas só eu e um coração entristecido...

mas,mas,mas...esse mas me persegue feito uma assombração que não deseja ir embora...e eu procurei tanto a tua foto que acabei te encontranado,sorrindo,em uma foto que eu nunca vou estar,em uma vida que jamais será minha.

já tentei te perdoar,já cheguei a escrever sobre ter conseguido,contudo,não dá.eu preciso te dizer o que tenho engasgado,preciso dizer olhando nos teus olhos,que eu fui a única que só quis ter você,com todos os mil defeitos que tens.preciso disso pra viver em paz,só não sei quando conseguirei.

até lá,você vai me assombrar.

Escrito por Fabricia Rodrgues às 00h31
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